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P
ara algumas pessoas o início do ano só se dá a partir da semana que sucede o carnaval.  Para outros, em ano de Copa do Mundo há paradas para torcermos para nossa seleçao de futebol. Tudo isso pode nos dar a impressão de que há interrupções momentâneas do tempo. Mas como disse o compositor e cantor popular Cazuza, e isso é verdade, o tempo não para! Para mim, e tantos outros, o ano está em plena atividade - com todas as atribuições que acompanham ano e nossos compromissos em nosso tempo.  Nesse tempo que não para, devemos considerar aspectos que não envelhecem e não se desvalorizam, por isso não podem ser renovados ou substituídos por outros. Esses aspectos eternos devem nortear toda nossa existência temporal.  Assim são os ensinos bíblicos - palavras do Deus soberano e cheio de graça. Eles devem nos conduzir enquanto são desenhadas nossas marcas históricas nessa terra.

            Em I Pe 4. 7-11, por exemplo, podemos aprender que...Cristo voltará! Eis uma verdade que devemos considerar sempre, já que este fato deve nos encher de esperança e nos permitir olhar além das adversidades e de nossas práticas cotidianas que nos subtraem, e que muitas vezes nos levam a desconsiderar o porvir. Com este olhar que reconhece a volta de Cristo, podemos valorizar e priorizar aspectos que verdadeiramente mereçam este espaço em nossa vida.  Lembre-se, Jesus voltará e levará  consigo sua igreja, por isso não nos entreguemos por demais ao que é passageiro.  (Ap 21. 1-7, 22-27).

Dentro desta perspectiva que considera o estabelecimento pleno do Reino de Deus, podemos ser criteriosos, tendo sabedoria e maturidade para decidir no decorrer do tempo por uma vida que aponte para o Cristo.  Por exemplo, o cristão deve ser sóbrio – guiado pelo Espírito, procurando estar atento, não vacilante, não claudicante…buscando este equilíbrio pela oração.  Como também, devemos ser hospitaleiros.  Neste caso, mais do que estarmos prontos a receber as pessoas em nossas casas, precisamos ser acolhedores, recebendo-as em nosso coração,  ao invés de refutá-las, como facilmente fazemos. Tendo amor intenso pelo outro, porque o amor cobre multidão de pecados.

Pense em usar o seu tempo, que na verdade é recurso de Deus, também servindo ao seu irmão e aos necessitados com o dom de Deus, compreendendo que o serviço – privilégio exclusivo da igreja – será sempre ao outro, com os recursos disponibilizados por Deus que não tem você e seus planos pessoais como fim último.  Deus será louvado e a igreja edificada quando formos meros vasos nas mãos do Oleiro, instrumentos nas mãos do Redentor. Seu tempo aqui deve ter este propósito, de que você seja meio e não fim.

Lembre o que diz Eclesiastes…

              Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há  tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.

Logo, não pense que poderá plantar quando for tempo de colher. O texto revela o contraponto que nos indica nossa limitação diante das definições divinas acerca desse tempo. Você precisa usá-lo assertivamente, pois não poderá fazê-lo fora do tempo, como se fosse seu senhor.

Terminando nossa meditacão acerca desse tempo que não para, lembre-se que o ensino da igreja deve ser sempre da Palavra de Deus. A igreja foi separada para este fim – proclamar o Evangelho. Eis aí um dos maiores desafios de nosso tempo –  o fato de tantas vezes não querermos ensinar e nem aprender o que não envelhece e não fica ultrapassado nunca! Essa Palavra é a que revela Cristo Jesus em seu poder e graça, que nos oferta consolo e esperança. Ela  também revela toda nossa carnalidade... carnalidade que nos é tão intensamente característica, o que nos possibilita compreender porque somos tão resistentes a esta Palavra e porque fazemos tão mau uso do tempo…tempo que nao para e que nao volta. Lembre-se, portanto, se você destraído jogá-lo fora, não poderá revê-lo jamais…pois o tempo não para.

 

 


   Autor
   Pr. Ilton Sampaio de Araújo

Ilton S. Araújo é pastor na Igreja Congregacional Campograndense, Rio de Janeiro.
Bacharel em Teologia, graduado em História e MBA em Gestão em Educação. Ilton é diretor pedagógico e também professor no Seminário Teológico do Oeste.


 

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