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"Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles."

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otemos que após a criação e de afirmar que todas as coisas eram boas, Deus define que NÃO era bom que o homem ficasse só. Em seguida o texto mostra Deus levando parte da criação a Adão para que ele desse nome as coisas que tinham sido criadas. Para fazer isso eram necessárias avaliação e identificação de cada espécie de animal trazido diante de Adão. Ele deveria usar a plenitude de sua capacidade mental neste trabalho.  Dessa forma, duas coisas se podem perceber dentro desse processo. 1. A capacidade racional do homem, em suas especificidades avaliativas nas escolhas dos nomes dos animais.  E por certo isto se deu depois de classificações que só poderiam ser realizadas com critérios corretos e parâmetros precisos. Adão era um exemplo de capacidade racional...pensando sem a presença decadente do pecado. E 2. A indicação do trabalho como algo propositivo ao homem é evidente.

 

Eis, duas coisas que muitas vezes tentamos dissociar da fé cristã e que geram impactos profundos em nossas casas e colaboraram negativamente para o tempo que vivemos, mas que em Cristo podem ser restabelecidas.

 

Primeiro, insistimos em promover um conceito de fé que exclui a razão diante de uma visão que promove a escola como única agencia de estímulo ao conhecimento. Entendemos que fé está divorciada da razão e com isso possibilitamos uma vida dupla, onde o que se aprende na escola não se comunica com o que se aprende na igreja ou na casa, diante da Bíblia. Possibilitamos a existência da ideia de que há verdades bíblicas – que se aprendem no meio religioso e que são de caráter pessoal e não comunicáveis – e a existência de verdades racionais e científicas, essas sim verdades universais e comunicáveis. As últimas, segundo estas perspectivas, verdades verdadeiras. As verdades bíblicas, entretanto, guardadas para o espaço religioso. Isso se constitui em um desastre que possibilita aos jovens uma formação que subestima a Bíblia.

 

Segundo, olhando para o trabalho de Adão, podemos constatar que, muitas vezes, nós pais insistimos em extrair da vida dos filhos a possibilidade de eles serem treinados na responsabilidade do labor, ampliando para eles um conforto letárgico. Cresce o número de jovens e adolescentes que não “conseguem” arrumar seus quartos, seus armários e que se negam a participação mínima da manutenção da casa. Gestamos filhos inoperantes e acostumados a facilidades e damos a luz homens e mulheres inaptos a qualquer tipo de trabalho e desejosos de serem continuamente servidos.

 

Esse quadro revela uma tragédia vista nas igrejas, nas escolas e na sociedade, mas que é forjada em nossas casas. Desse modo, portanto, colaboramos para um cristianismo preguiçoso no pensar e agir. Um cristianismo que nega aspectos estabelecidos pelo Criador e que claramente são vistos na descrição de Gênesis, na apresentação de um homem sem pecado, pensante e trabalhador.

 

 

 


   Autor
   Pr. Ilton Sampaio de Araújo

Ilton S. Araújo é pastor na Igreja Congregacional Campograndense, Rio de Janeiro.
Bacharel em Teologia, graduado em História e MBA em Gestão em Educação. Ilton é diretor pedagógico e também professor no Seminário Teológico do Oeste.


 

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